Bandeiras

“Um consultor estrangeiro, uma reunião em Inglês, Dr.”

Isso é que era óptimo, continuou, Reuníamos o Conselho, o Dr. convidava um consultor dos vossos, uma pessoa de fora, prestigiada, e fazíamos uma reunião em Inglês. Era logo outra coisa, percebe?

(Ajoelho-me, benzo-me, arrependo-me, esconjuro-a / ... / É casta, eu sei, se é virgem, ou não, depende / Da vossa fantasiaVideomaria, GNR. E parece que ainda vejo o saquinho de plástico, com o coelho escondido na cartola, o coelho à espera da saída triunfal e a catarse na plateia)

Já conheceram algum consultor estrangeiro? Eu, já. Vários. Falam Inglês. E têm um sotaque pronunciado, daqueles que já ouvimos no 'Allo 'Allo!, e não, não têm uma cabeça como os marcianos, não são verdes, nem sabem mais desta lide que nós. Nem mais, nem menos. Mas são mais caros. Sim, esse é o vector comum: são estupidamente mais caros (!)

Numa altura em que nos confrontamos com dificuldades extremas, num momento em que, mais do que nunca, temos que reunir as fileiras para enfrentar a adversidade, é chegada a altura de acabar com essa aura, com esse mito, e apoiar o empreendimento e o saber nacionais. Na área da segurança, o baralho, para nós, é transparente.

Food for thought, como dizem lá fora ; )