Androids

Sobre o malware e o Android

John Gruber, a propósito do relatório Juniper sobre malware:

Deixem-me assumir o papel do Advogado do Diabo. É claro que o Android tem mais malware que o iOS. Pela mesma razão que o Mac OS X tem mais malware que o iOS: estão ambos expostos a aplicações que não são assinadas, nem são revistas, vindas de todo o lado. A questão não deve ser se existe malware para o Android, mas se é um problema real para os utilizadores típicos. Se comprarem e instalarem aplicações apenas via, digamos, o Android Market da Google e a loja da Amazon, quão provável é a instalação de malware? Se examinássemos 1.000 telemóveis Android, quantos teriam alguma forma de malware instalado? Estas são as questões que importam, e este relatório não apresenta as respostas.

in Android Malware.

As discussões sobre o mérito e a segurança de cada plataforma são quase sempre estéreis e não merecem destaque relevante. Neste caso, contudo, sou levado a concordar com esta aproximação e fazer eco por aqui.

Dito por outras palavras, caminhando na mesma linha que o John Gruber, parece-me que a existência de mais bicharada para uma plataforma não implica, automaticamente, que existam infecções generalizadas em muitos equipamentos.

Sempre que pensamos no tema do malware, seja neste caso, seja no que concerne os computadores comuns, o factor importante é sempre o mesmo: a atitude das pessoas. Se transferirem e instalarem software sem quaisquer referências, se carregarem as máquinas com toda a treta que encontram na Internet, pouco ou nada há a fazer.

No entanto, se utilizarem os mercados mais importantes, e avaliarem as credenciais dos produtores antes de usarem as aplicações, a probabilidade de infecção é reduzida. Não é nula, claro, mas não é evidente que seja elevada.