O anonimato na Internet torna-a...

... num local mais perigoso. No entanto, esse mesmo anonimato pode garantir-nos a todos, como um todo, maior segurança.

Porquê e porquê?

Por um lado, o facto de não termos a certeza absoluta sobre quem são os nossos interlocutores pode colocar-nos em situações delicadas, sobretudo quando o objecto da comunicação envolver informação confidencial, seja de caracter pessoal ou profissional. Se não tivermos consciência permanente que podemos estar em face de uma fraude, se baixarmos as defesas, podemos ser vítimas de ataques com impacto significativo. Isto, claro, num sentido muito lato.

Por outro lado, se não pudermos comunicar de uma forma anónima, poderemos ser alvos de ataques diferentes mas não menos relevantes. Seja por parte de entidades governamentais, seja por empregadores, seja até por amigos e conhecidos. A consequência imediata deste registo é a auto-censura, naturalmente, com todas as suas implicações para os indivíduos e, também, para a sociedade como um todo.

No que ficamos? Se pudéssemos escolher, qual seria a nossa escolha?

Devemos garantir o anonimato na Internet e defendermos, assim, a liberdade de expressão e comunicação e, de uma forma mais profunda e global, a nossa liberdade e segurança? E o que dizemos, então, às nossas crianças? Que não devem comunicar com estranhos? Quem são os estranhos? Quem são os conhecidos?

Ou, em alternativa, devemos garantir a identificação e autenticidade de todas as pessoas, reduzindo a probabilidade dos ataques por personificação, limitando a ocorrência de fraudes e ataques aos mais ingénuos? E se a verdadeira Censura for instituida? O que fazemos, então?

Qual é o valor mais importante, mais abrangente, de maior alcance?

Esta questão não é fácil. E a concretização técnica perfeita, de qualquer das variantes, é extremamente difícil (!)

Fica para pensarem um bocado.