"Um jogo estranho. A única jogada vencedora é...

... não jogar. Que tal um bom jogo de xadrez?, foi a frase escolhida por Joshua, o computador que controlava os mísseis nucleares Norte-Americanos no filme Wargames, quando percebeu que não conseguiria ganhar uma guerra termonuclear. Uma conclusão acertada (!)

E vem isto a propósito de quê, perguntam vocês? Da leitura de um artigo sugerido pelo Bruce na Quinta-feira, um texto longo, longo como o cacete, mas importante para compreendermos o papel de um dos pilares essenciais da segurança. Qual? A confiança.

Para compreendermos o papel da confiança e para assimilarmos uma ideia fundamental: por muitas voltas e voltinhas, por mais controlos e contrapesos, temos sempre que confiar em alguma coisa e em alguém. No limite, nos sistemas que asseguram a autenticação e nas pessoas responsáveis pelo seu comando e gestão. Numa, ou na combinação de várias. Mas não conseguimos ultrapassar esse limite. Se não conseguirmos viver com essa limitação, bem, o melhor é não jogarmos.

Mas tu falaste num artigo, não foi? Mísseis e o camandro (?) ... Yeap, já a seguir: a história subsequente a uma pergunta incómoda, uma questão colocada por um dos aspirantes a missileman (que, até hoje, ainda não teve resposta), e que, de uma forma simples, pôs em causa o modelo de comando dos mísseis balísticos dos Americanos. Uma coisa do género: Como é que eu sei que o Presidente não se passou da tola e mandou activar as fisgas?. Pois...

Na Slate, a ler com tempo, An unsung hero of the nuclear age.