WikiLeaks: Obama manda reforçar segurança

No Sol:

A Administração Obama já ordenou que as instituições governamentais revejam os seus procedimentos, de forma a resguardar informação confidencial. Isto no seguimento da revelação de informações por vários meios de comunicação social internacionais, cedidas pelo Wikileaks.

Segundo a Associated Press, que cita uma circular a que teve acesso, as autoridades norte-americanas querem que os funcionários não tenham acesso a mais informação classificada além da estritamente necessária ao desempenho das suas funções.

in Obama aperta segurança nas instituições governamentais.

Independentemente do valor e da legitimidade das publicações na WikiLeaks (para as quais haverá argumentos a favor e argumentos contra), independentemente disso, o desafío que as pessoas da segurança têm pela frente não é pequeno, e é central quando pensamos neste caso: Como é que podemos limitar o acesso e a fuga de informação confidencial das organizações? Como é que garantimos o funcionamento regular e a circulação de informação importante dentro da organização, ao mesmo tempo que limitamos a sua exposição e a ocorrência destas fugas?

Esta questão não está limitada às organizações governamentais; esta questão pode ser alargada, facilmente, a todas classes de negócios, a todas as organizações. Imaginem as tabelas de preços diferenciadas, por cliente, a voarem na Internet. Ou as fichas dos colaboradores, incluindo registos médicos e prémios de produtividade. Estão a imaginar o impacto?...

A abrangência deste tema é vasta, o problema pode tornar-se muitíssimo importante, e vai ser objecto de muita análise ao longo dos próximos anos. E não vamos encontrar uma silver bullet que fosse solução para todas as situações.

Food for thought.