Ingleses vão gastar €750M em "ciber-armamento"

Peter Apps, na Reuters:

Segundo um ministro Britânico, a Grã-Bretanha deve ter capacidade ofensiva para lançar ataques de computadores para desencorajar agressores, dada a tónica crescente na ciber-guerra. E os inimigos potenciais devem saber que as capacidades [da Grã-Bretanha] já são consideráveis.

in UK needs cyber attack capability.

Para ser muito sincero, nem sei bem o que pensar disto... A necessidade de reforçar a segurança dos sistemas de informação nacionais, os sistemas públicos, os sistemas privados das organizações, e mesmo os sistemas individuais, parece-me muito óbvia e premente. Mas embora a necessidade da defesa não levante quaisquer dúvidas, a componente do ataque – seja lá o que isso for neste contexto (?) – já não me parece tão clara. A menos que o esforço seja concentrado (e tenha o intuito) de identificar e corrigir fragilidades nos próprios sistemas internos e que, por consequência e como sub-produto, sejam feitas ferramentas para explorar essas mesmas vulnerabilidades (que os outros, sejam lá quem forem, ainda não tenham conhecimento). No entanto, esse jogo pode revelar-se perigoso: se não for especialmente controlado, pode virar-se contra o feiticeiro – um exploit pode não reconhecer o dono e os amigos...

Anyway, como diriam os Ingleses, isto é uma coisa lá dos ilhéus e não deve interessar-nos nada, não é? Afinal nós somos aqueles que continuamos a gastar a guita na pescaria de águas profundas. Isto não deve interessar-nos para coisa alguma, de facto...