Sobre a (i)relevância do "Alerta Amarelo"

<modo p="rant">

Está a chover. Está tudo cinzento. E deve ser por isso que me apetece deixar aqui um pequeno rant, a propósito do estado de alerta que, segundo me dizem, foi activado sobre algumas zonas do País.

E porquê, I hear you ask? Porque não faz sentido, acho eu, dizerem-nos que devemos estar alerta, ou que uma situação foi classificada como Amarela, Laranja, ou Quase-Fucsia, sem ter sido explicado, sem deixar margem para dúvidas, quais são os procedimentos que, nesta situação alarmante, devemos levar a cabo.

Devo correr até casa e tirar a roupa da corda? : )

Agora a sério: os alarmes de segurança, sejam por condições climatéricas, sejam por condições de trânsito, ou banditismo, ou terrorismo, ou por propagação de doenças ou vírus de computadores, têm que ter associadas acções bem definidas e do conhecimento geral.

Não basta dizermos que uma worm anda por aí à solta, nem que vai chover com fartura; temos que descrever em concreto o que está em risco e, acima de tudo, o que tem que ser feito para mitigar esse risco. Se não agirmos dessa forma, e não acontecer nada relevante – e que é, na maioria das vezes, o mais provável – só estamos a promover duas coisas:

  1. Que haja um pico de alarmismo desnecessário nas primeiras vezes, sucedido por uma atitude do tipo quero lá saber, nas vezes seguintes e no futuro; e
  2. A protecção do próprio coiro (sim, é isto mesmo que eu quero escrever), para a eventualidade de acontecer alguma desgraça e sermos acusados de não termos dito nada.

Se quisermos fazer as coisas bem feitas, temos que explicar à população o que deve (e não deve) fazer. Senão, o alarme não serve para nada.

E agora vou apanhar a roupa :P

</modo>