Facebook, monopólios, e a segurança nas redes sociais

Ross Anderson, the Ross Anderson, no The New York Times:

As redes sociais como o Facebook tentam capturar a maioria das interacções online dos seus utilizadores para segurá-los [na rede] e receber receitas de anúncios. Nesse processo, não estão apenas a reinventar mecanismos como o email, o chat, os grupos, as páginas web, e os pagamentos; estão também a cometer os mesmos velhos erros novamente.

Será apenas uma questão de tempo até que os operadores das redes sociais acertem o passo, e corrijam as vulnerabilidades? Temo que não. A disciplina da economia da segurança ensina-nos que grandes sistemas falham, muitas vezes, porque os incentivos estão mal alinhados; se alguém guarda um sistema enquanto outro alguém suporta o custo de uma falha, então, a falha é provável. Falhas de segurança, persistentes, têm as mesmas causas gerais que as falhas dos mercados, e os monopólios são particularmente maus – especialmente quando o monopolista pode descartar as obrigações legais, tal como a Microsoft o faz.

À medida que as pessoas se deslocam do ambiente aberto da Internet, para o jardim com muros do Facebook, podemos esperar que a segurança se torne pior. Mas não é tudo; há pelo menos três problemas adicionais. Primeiro, o Facebook tem um forte incentivo para recolher tanta informação pessoal dos seus utilizadores, quanto lhe for possível, para vender aos anunciantes.

Segundo, o Facebook está a tentar, fortemente, tornar-se no serviço mundial de identidade preferencial, para as pessoas utilizarem a sua conta Facebook para deixarem comentários em blogs, jornais e websites de comunidades. Isto irá tornar o Facebook um alvo ainda maior.

Finalmente, o Facebook poderá prender os seus utilizadores ainda mais que a Microsoft. As pessoas querem usar os sites que os seus amigos usam. Tal como um dos meus estudantes o colocou, Todos os convites para festas em Cambridge vêm através do Facebook. Se não usares o Facebook não irás a quaisquer festas, e não irás conhecer quaisquer miúdas, não terás filhos, e os teus genes vão acabar aí.

Em face de tais pressões Darwinianas, o que podemos esperar fazer?

in Monopolies breed security breaks.

Abstenho-me de comentários. Para pensarmos todos um bocado.