A Polícia Inglesa, a fuga de informação, e o...

... problema de completar endereços automaticamente, nos destinatários de correio electrónico. Read on...

No The Register na passada sexta-feira:

A Polícia enfrenta acusações de incompetência, depois de enviar acidentalmente por correio electrónico, a um jornalista do The Register, um ficheiro que contém os resultados de milhares de verificações de registos criminais.

O autor do email na Polícia de Gwent enfrenta agora uma investigação por conduta inadequada e potencial despedimento, por causa do incidente que veio à luz durante esta semana.

Mas este foi só o começo; a história continua no The Register de hoje:

Não é invulgar. Você está a preparar uma mensagem, começa a preencher um endereço de correio electrónico, o preenchimento automático introduz um endereço da sua lista, e você pode reparar (ou não reparar), ao mesmo tempo que o email é enviado, que vai dirigido a alguém completamente diferente da pessoa a quem tencionava enviá-lo. Se o email incluir dados pessoais de 10.000 pessoas, e a pessoa a quem acabou de enviá-lo for um jornalista, bem...

Bem... mal. Coisas relevantes a extrair desta história: (i) essa coisa do preenchimento automático, também conhecida por autocomplete pela sua génese anglo-saxónica, é coisa para desactivar (ou, no mínimo, para ter uma pergunta de confirmação antes da mensagem seguir viagem...); e (ii) dá que pensar um bocado se faz sentido haver, mesmo à mão de semear, uma folhinha de cálculo cheia de informação pessoal, pronta para ser enviada ou transferida para uma caneta USB... Faz sentido? Os dados não estariam mais protegidos se estivessem numa base de dados interna, e fossem consultados individualmente sempre que fossem necessários?

Food for thought... (ah, e antes que me esqueça, para quem 'tiver a pensar que isso nunca lhe acontecia, que pense bem na profecia do Murphy: vai acontecer... ; ) ... )