Lifestyle Hackers: o desafio da Net Generation

Jim Routh e Gary McGraw analisam, num artigo da CSO, as características e competências dos putos que, com vinte e poucos anos, ultrapassam facilmente os controlos de segurança interna das empresas, e os riscos a que as organizações ficam expostas, neste novo contexto da Net Generation. É um artigo interessantíssimo, sobretudo pelo enquadramento sociológico. E mostra-nos de forma clara, o quanto a interpretação do contexto é relevante quando fazemos uma análise de risco.

Destaco estes parágrafos, para despertar as ideias:

Os Baby Boomers nem sequer gostam de ouvir música enquanto trabalham. Em comparação, os Net Gen'ers ouvem música (por vezes até em videoclips) enquanto navegam num site ou em seis, trocam mensagens instantâneas com quem estiver disponível, enviam SMS's e fazem uma diagonal num documento do Office. A Biblioteca da Universidade de Oregon publicou um estudo que mostra que o Net Gen'er médio, quando chega aos 21 anos, já foi exposto a:
  • 10.000 horas de jogos (no computador, consola, etc.);
  • 200.000 emails;
  • 20.000 horas de televisão;
  • 10.000 horas ao telemovel;
  • Menos de 5.000 horas de leitura. De livros, bem entendido.
(...) um número crescente de Net Gen'ers está a usar os seus skills para encontrar formas criativas de ultrapassar os controlos [de segurança] e obter o acesso às aplicações Web 2.0 [que, cada vez mais, começam a ser bloqueadas no interior das empresas, e.g. Facebook, Twitter, etc.]

in Lifestyle Hackers. Vale o tempo investido na leitura &mdash mind-expanding (!)